O número de pessoas que se casam legalmente na cidade de Cosmópolis vem caindo ano a ano. Dados da Fundação Seade mostram que a oficialização entre pessoas teve uma leve queda entre 2024 e 2025, porém, os números vêm caindo desde o início da série histórica de compilação de dados da fundação paulista.
De acordo com o Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em 2024, 289 casais oficializaram sua relação na cidade de Cosmópolis. Destes, 284 são entre pessoas de sexo diferentes e 5 entre pessoas do mesmo sexo.
Já no ano de 2025, com dados consolidados com base nos registros do Cartório de Cosmópolis, 287 casais realizaram o enlace matrimonial; 283 entre pessoas de sexos diferentes e 4 entre pessoas do mesmo sexo.
SÉRIE HISTÓRICA
Embora a diferença entre um ano e outro não seja tão grande, desde 2022 os números vem baixando:
2022 – 354 casamentos
2023 – 324 casamentos
2024 – 289 casamentos
2025 – 287 casamentos
No ano de 2020 – ano do início da pandemia do coronavírus no mundo – o número de casamentos também apresentou baixa: foram 298 enlaces. E este número se mostra bem parecido com o levantamento atual do Seade com os números de 2025.
IDADE
Ainda com dados do Seade, no ano de 2025 o maior número de casamentos estão em pessoas com idades entre 25 a 29 anos:
Mulheres – 73 se casaram na faixa etária de 25 a 29 anos
Homens – 55 se casaram com idade entre 25 e 29 anos
OUTRAS CIDADES
De acordo com o levantamento feito pelo G1 Campinas (portal de notícias da EPTV) houve uma diminuição de casamentos nas maiores cidades das regiões de Campinas e Piracicaba. A redução gira em torno de 22% nestas cidades; destaques para Sumaré (redução de 26,7% – a maior das cidades levantadas) e Americana que foi na contra mão, ou seja, houve um aumento de 24,3%.
A vizinha Artur Nogueira também teve redução no comparativo entre 2024 e 2025:
2024 – 307 casamentos
2025 – 248 casamentos
O QUE EXPLICA ISSO?
Em entrevista ao G1 Campinas, a socióloga Camila Marcondes Massaro assegura que há vários fatores para que haja redução do número de casamentos oficiais nestas cidades. Este fenômeno pode ser explicado por muitas pessoas pensarem na constituição de uma carreira profissional antes de se formar uma família e que há muitas pessoas que consideram que vivam num relacionamento sólido independente da oficialização.
“Tem a questão do emprego, no caso dos mais jovens, que vão ter essa oportunidade cada vez mais tarde, muitas vezes em empregos poucos valorizados. Os próprios valores sociais que vão mudando. Muitas pessoas que passam a repensar a ideia de mesmo ter um relacionamento, de que se sentem bem ficando sozinhas ou não querem ter um compromisso tão sério, então acabam namorando por muito tempo, mas morando cada um na sua casa”, explica Camila.
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segunda-feira, maio 18
