O motorista do Renault/Clio que atropelou mãe e filha de apenas 9 anos na avenida da Saudade, em maio de 2025, vai à Júri Popular.
O caso que aconteceu em 29 de maio de 2025, teve ampla repercussão na época; a mãe e a criança de 9 anos tiveram ferimentos graves.
De acordo com a denúncia apresentada, o réu será julgado por duas tentativas de homicídio qualificado, com uso de meio que resulta em perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de embriaguez ao volante e fuga de local de acidente.
“O réu, apesar de não habilitado para conduzir veículo automotor, dirigiu após ingerir bebida alcoólica e consumir cocaína, vindo a colidir com moto parada para realizar a conversão, de modo que existem elementos suficientes a indicar o dolo eventual e não mera culpa, o que atrai a competência do Júri”, justificou o juiz Luis Fernando Grando Pismel, da 1ª Vara Judicial de Cosmópolis.
Relembre o caso
O acidente que aconteceu no dia 29 de maio de 2025, teve como vítima uma mulher de 33 anos e sua filha de 9. Elas dirigiam pela avenida da Saudade com uma motocicleta Honda/Biz quando foram atingidas na traseira pelo motorista do Clio que, de acordo com a justiça, em alta velocidade e sob influência de álcool.
Mãe e filha ficaram em estado grave e foram socorridas. A mãe, de 33 anos, teve ferimentos na mandíbula e na coluna. Já a criança, de apenas 9 anos, teve traumatismo craniano e teve que receber atendimento médico intensivo no Hospital de Clínicas da Unicamp.
Ainda de acordo com a Justiça, o homem – acusado de dirigir o carro – fugiu do local e foi preso em sua casa. Segundo a denúncia, ele não era habilitado e estava com forte odor de álcool num primeiro momento, confirmado com exames.
No interrogatório, o homem teria confirmado que bebeu quatro latas de cerveja e fez uso de entorpecentes. Porém diz que trafegava a 40% por hora e que não conseguiu frear quando a motociclista fez conversão à esquerda.
