O prefeito de Cosmópolis, Junior Felisbino, vetou um Projeto de Lei que assegurava a preservação de prédios e monumentos históricos públicos de Cosmópolis. O veto aconteceu no final da semana passada e foi alvo de críticas do presidente da Câmara de Vereadores, André Maqfran, autor do projeto.
De acordo com o Projeto de Lei, o objetivo era preservar prédios e monumentos públicos considerados históricos na cidade de Cosmópolis. O Projeto de Lei, elaborado pelo presidente da Câmara, foi aprovado pelas Comissões Permanentes da Câmara Municipal e pelos vereadores em plenário.
Porém, através de um documento, o prefeito vetou o PL alegando que este tipo de iniciativa deve partir do Poder Executivo. Outra alegação é que este tipo de Projeto poderá onerar os cofres públicos.
O veto, feito pelo prefeito municipal desceu para a Câmara Municipal para ser acatado ou não.
Na sessão ordinária desta terça-feira (18) o veto foi acatado pela maioria dos vereadores, assim, o Projeto de Lei não seguirá para sanção ou promulgação.
Para Maqfran, o veto representa não apenas uma decisão administrativa, mas um retrocesso na valorização da história da cidade.
“Não estamos falando apenas de prédios. Estamos falando de identidade, de memória, de tudo aquilo que construiu a nossa vida como cosmopolenses. É mais que tijolo: são histórias que o tempo não apaga”, afirmou o vereador.
Projeto buscava proteger símbolos da cidade

A proposta determinava que estruturas públicas com relevância cultural, arquitetônica ou histórica — como o Coreto, a Escola Alemã, a Torre do Castelo, o Relógio do Sol e outros — fossem incluídas em um programa de proteção, evitando reformas que descaracterizassem as construções ou permitissem seu abandono.
Segundo Maqfran, a intenção era evitar perdas irreparáveis, como já ocorreu com antigos prédios demolidos nas últimas décadas. “Quantas fotos de família foram tiradas na Praça do Coreto? Quantas gerações passaram pelo Relógio do Sol? Quantas histórias guardam as salas da Escola Alemã? Esses lugares fazem parte da alma da cidade”, destacou.

