A equipe do Canal EiTV flagrou o momento em que uma pessoa parou o carro e descartou sacos de lixo em uma área verde de Cosmópolis.
O flagrante aconteceu enquanto a reportagem registrava as condições de um dos pontos mais afetados pelo descarte irregular na cidade, próximo a rotatória da antiga Coca-Cola.
O local, que deveria ser uma área de preservação, está tomado por restos de móveis, entulhos de construção e lixo doméstico. De acordo com o catador Valdecir Silva Silveira, que mora nas proximidades, o problema é antigo e constante.
“Tem dia que tem bem mais lixo que hoje. A caçamba enche rápido e o pessoal começa a jogar no chão. Falta consciência. Muita gente vem de carro e despeja tudo aqui”, contou Valdecir.
Pontos críticos em toda a cidade
Segundo o secretário de Meio Ambiente, João Capotes, há pelo menos seis a sete pontos de descarte irregular mapeados em Cosmópolis. Entre eles estão regiões próximas à rotatória da antiga Coca-Cola, Lagoa da Cosmo, Escola Fernando Bertazzo e atrás do cemitério municipal.
“Apesar da coleta acontecer diariamente no centro e dia sim, dia não nos bairros, ainda há falta de consciência. E a multa não é barata — pode chegar a centenas de reais”, alertou Capotes.
Ele explica que, além de causar poluição visual, o descarte irregular prejudica o meio ambiente. “Quando chove, o lixo é levado para os rios, o que agrava ainda mais o problema ambiental”, completou.
Conscientização é o maior desafio
Para o coordenador ambiental Carlinhos Bandola, o impacto do descarte ilegal vai muito além da sujeira. “A contaminação do solo, da água e do ar pode gerar doenças, risco de incêndio e prejuízos econômicos. É um problema de saúde pública”, destacou.
A Prefeitura reforça que o município conta com coleta seletiva, caçambas para entulho, programas de reciclagem e canais para denúncia. Quem flagrar o descarte irregular pode ligar para o (19) 3872-2600 ou enviar mensagem para o WhatsApp da Guarda Municipal.
A multa para quem for pego jogando lixo de forma irregular começa em cerca de R$ 350 e pode dobrar em caso de reincidência.
“Temos os mecanismos. O que falta é conscientização. Cada morador precisa entender o impacto das suas ações e ajudar a manter a cidade limpa e sustentável”, finalizou Bandola.
Mesmo com ações de limpeza e fiscalização, o lixo continua se acumulando. O desafio agora é coletivo: transformar o descarte incorreto em responsabilidade ambiental e garantir que Cosmópolis continue sendo uma cidade mais limpa e consciente.
